Nos idos das décadas de 80 e 90, era comum o questionamento se o carro era 1.0, 1.6 ou 1.8 (entre outros), e a resposta era imediatamente associada ao consumo e potência. Quanto maior o “xis ponto xis”, mais veloz e mais combustível o automóvel consumia. Mecanicamente, a nomenclatura 1.0, por exemplo, se refere à um motor cujo somatório dos volumes dos cilindros se aproxima de 1 litro. Trocando em miúdos, significa o tamanho do motor. Entretanto, no compasso da grandeza, foi constatado que a medida que o volume aumenta, o consumo também aumenta, os sistemas de refrigeração, lubrificação, suspensão e frenagem devem ser redimensionados para o novo peso. Com o advento da conscientização ambiental, o foco do desenvolvimento foi alterado para projetar a maior potência, com o menor consumo possível, e nessa equação foi inserido o turbo. Portanto aquele emblema afixado no porta malas do carro destacando o 2.0 não diz muita coisa, pois é muito provável que um carro 1.4 turbo seja mais rápido e econômico.
Não se compra carro por metro quadrado! Há consumidores que tem a filosofia de que quanto mais caro é um veículo, maior ele deve ser. De certo se for premiado na Mega-Sena vai dirigir pelas ruas em um pasto sobre rodas. Deve ser estudado a necessidade do veículo e consequentemente os custos, benefícios e dirigibilidade do mesmo, afinal ele não se guia sozinho (ainda). Nos grandes centros urbanos é epidêmico a construção de garagens de edifícios do tamanho de estojos escolares. Principalmente na Europa e Japão, são muito comuns carros tão pequenos que mal acomodam duas pessoas e não possuem porta-malas. Isso porque o trânsito dessas cidades é muito saturado, e a densidade populacional é tão alta que há opções de carros minúsculos, destinados apenas à locomoção na cidade. Portanto os condutores lá não pensam só nas suas malas, mas também na mobilidade urbana como um todo. Contudo há quem desafia o princípio da impenetrabilidade da física, crendo que dois corpos podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
Em uma colisão entre dois veículos de anos de fabricação discrepantes, dependendo do ângulo, força, aspectos ambientais entre outros parâmetros, é muito comum que o automóvel mais antigo se deforme externamente menos que o automóvel mais novo. Não demora o julgamento que o carro velho suporta mais que o carro novo que é “só plástico”. Entretanto, o automóvel mais novo foi projetado para se deformar o máximo possível para proteger os passageiros. Sim, a estrutura do carro absorve os impactos para que os mesmos sejam sentidos pelos passageiros da forma mais suave possível, abstendo assim de para choques, capô, para-lamas e demais acessórios externos intercambiáveis ou reparáveis. Além dos dispositivos de segurança corretivos, como air bags. Portanto não é sempre que o mais inteiro seja o mais seguro.
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