Muitas vezes, o indivíduo já investe numa dieta balanceada e também investe tempo considerável nas atividades físicas, mas surgem episódios que ao sentir-se ansioso acaba por descontar na comida essa angústia. Se esses episódios são recorrentes, os aspectos psicológicos implicados no ato de comer devem começar a ser considerados.
O corpo, numa abordagem psicológica, é entendido além do corpo físico. O indivíduo com sobrepeso pode ter sido alguém que, sem os seus anseios correspondidos, buscou na alimentação esse retorno inconscientemente.
Não é incomum as pessoas relatarem que não conseguem distinguir a fome de outras sensações desagradáveis como desconforto ou ansiedade, confundindo assim qualquer mal-estar com fome. Isso porque através de experiências anteriores, o sujeito fez inconscientemente uma interpretação, entendendo a comida como um objeto que pode a vir confortar as sensações desagradáveis.
O medo da frustração condiciona o indivíduo ao ato de comer, preferindo essa satisfação primária dada pelo alimento do que enfrentar riscos, como por exemplo: de ser aceito, amado, empenhar-se num projeto ...
O intuito maior do trabalho terapêutico é proporcionar uma movimentação no paciente, reintroduzindo o sujeito acima do peso no ciclo da troca, para que a satisfação não venha da comida, e sim, da elaboração desses medos e inseguranças.
Texto da psicóloga Aline Lima
@psicologa_alinelima
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