Acompanho as eleições desde 1989 e a preocupação com a política, economia e a cidadania deveriam ser elementos cruciais nos projetos de Governos, sejam eles municipais, estaduais ou federal. Desta forma, enumero abaixo alguns aspectos que podem preencher o perfil de um possível Governo/Gestor.
Primeiro aspecto: por ideologias diversas vemos mudanças estranhas em nossos currículos escolares, tornando-os mais frágeis. Ainda considero de muita importância o ensino de civismo, filosofia e sociologia... Mas por que falar disso? Um Governo sério que preze para um desenvolvimento de sua população e sociedade precisa investir em EDUCAÇÃO desde a educação infantil até o ensino superior, chegando na pós graduação com incentivo a pesquisas.
Segundo aspecto: vemos o dilema da relação entre família e escola diariamente: onde está o equívoco? Em qual instituição mora o impasse? Vamos combinar uma coisa, sem ser autoritário, mas objetivo: Família educa e Escola ensina, correto? Seria o ideal, porém, vivemos uma transição antropológica, sociológica e psicológica da instituição família, reflexo dos avanços da sociedade (avanço não significa progresso) contemporânea. As configurações familiares estão desagregadas, diferentes e necessitam de um ajuste, uma orientação para que possamos reconfigurar a LEI primária, que vem do grupo familiar. Portanto, neste segundo parágrafo, aponto que um Governo deve se preocupar com assistência social as FAMÌLIAS, lembrando que famílias são constituídas por indivíduos que possuem afeto, respeito e sentimento de pertencimento, não falo aqui de gênero.
Terceiro aspecto: após reconfigurarmos a Escola e a Família, agora temos condições psicossociais para falar de GESTÃO. Gestão pública, pois a “coisa” pública precisa de mudanças em suas lideranças políticas. Podemos pensar que uma economia liberal seria interessante para nosso Estado e País? Ou uma economia que sofra intervenções do ESTADO? Sem morder e assoprar, sem ser radical ou frouxo, precisamos de uma Gestão que vise o ajuste fiscal, que entenda o que são receitas x despesas, que lembre das aulas de História que dizia sobre a constituição dos Estados Nacionais Modernos onde as receitas devem ser maiores que as despesas para que não gere déficit! Neste momento precisamos de um Governo REFORMISTA com responsabilidade fiscal e social!
Quarto aspecto: os candidatos fazem projetos para PARTIDOS e não para o ESTADO ou a NAÇÃO que são constituídos pelo povo! Quem vota é o povo e não o partido... Que tal nossos “gestores” governarem para o povo e não para o partido? Os partidos são apenas instituições jurídicas para regulamentação de candidaturas num regime democrático, precisamos de uma reforma política já! Neste sentido, que tal fazerem um tratamento mental para excluir a ideia de projeto partidário e abraçarmos o projeto de Governabilidade de uma nação ou de um estado? Digo isso porque papel aceita tudo, precisamos é de responsabilidade nos projetos a serem executados, são possíveis? Executáveis? Podemos fazer projeto até pra Lua, mas é viável? Precisamos de um Projeto de Governo e não de Partido...
Por fim, diante dos fatos citados, que possamos fazer uma reflexão crítica acerca de nossos candidatos aos Governos, do perfil que queremos, pelo bem da família e da sociedade. Vivemos em parcerias, em comunidade e ao invés de mantermos na polarização, vamos pensar na integralização de nossos interesses, discutir com críticas as ideias de cada um e fazermos uma contribuição sadia em relação as escolhas de nossos futuros GESTORES PÙBLICOS, vulgo, candidatos ou políticos!
Boa escolha!
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