Carros

CARRO, CARO PARA COMPRAR, CARO PARA MANTER

Seguro, IPVA, pneus, combustível, revisão... Já colocou na ponta do lápis as despesas para manter um veículo regular, de acordo com as suas necessidades e leis vigentes? A despesa tem como definição o que se consumiu financeiramente com o objetivo de aquisição de algum tipo de objeto ou serviço. E as despesas para manter um automóvel se categorizam em quatro tipos: fixas, variáveis, inerentes e emergenciais.

As despesas fixas contemplam os custos anuais, mensais ou diários independente do quanto se utiliza o veículo. Exemplos: IPVA, DPVAT, licenciamento, seguro, aluguel de garagem (quando aplicável), sendo os três primeiros proporcionais ao valor do automóvel. Por mais que o carro fique parado, o tempo é imperdoável e terá que arcar com tais desembolsos.

As despesas variáveis são os custos proporcionais à quilometragem rodada no período mensurado. Exemplo trivial do combustível. Pedágios, estacionamentos e lavagens também são custos variáveis. A manutenção do veículo majoritariamente é variável, pois óleo, pneus e peças mecânicas de desgaste natural precisam ser substituídas conforme a utilização do automóvel. Mas se o carro não for utilizado, há a periodicidade da revisão (semestral ou anual), portanto torna-se fixo e ainda sim um custo.

As despesas inerentes são abstratas, e não se parecem com custos. O veículo quando retirado da concessionária zero km, perde valor só de atravessar a fronteira da loja. É a chamada desvalorização, que é equivalente ao valor do carro e varia conforme o veículo. Então tendo o valor do mesmo como referência, não é algo que se gasta, mas sim uma quantia que se perde conforme a sinfonia do mercado. Uma outra despesa inerente são os juros dos financiamentos ou taxas de consórcio, geralmente pontua-se somente o valor do bem e são ignoradas as taxas e juros.

Esbarrou em outro carro, atropelou um cachorro, estourou um pneu ou foi atuado em uma infração de trânsito? São as despesas emergenciais. Podem não acontecer. Mas se acontecerem é prudente que estejas com uma parcela financeira apropriada reservada para o evento.

Dedique um tempo e se exercite pontuando todos os custos com seu automóvel. Não será surpresa se a somatória mensal for maior que a parcela do financiamento. E se for, que tenha planejado para ela também.

Yuri Rodrigues Leite

ENTUSIASTA  AUTOMOTIVO DESDE OS TEMPOS DE VELOTROL, ME DEDICO EM BUSCA DE CONHECIMENTO TÉCNICO E MERCADOLÓGICO DO UNIVERSO AUTOMOBILÍSTICO. 
FORMADO EM ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO PELA UFOP.
TRABALHO ATUALMENTE NO RAMO DE ENERGIA – SUBESTAÇÕES. 
CARRO BOM É CARRO BEM CUIDADO!

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