Os deuses do futebol colocaram o Flamengo outra vez em nosso caminho. É bom que tenha sido assim. Inevitavelmente, as histórias dos clubes gigantes perpassam por batalhas ferozes que constroem inúmeras páginas heroicas e imortais, sempre vivas e resguardadas na memória de quem faz o clube: o torcedor. O desejo pelo continente vai bem mais além do que o cansaço da viagem, dureza do adversário e de como se encontra a maré. Os obstáculos se tornarão passado caso os nossos capitães controlem bem o navio e nos ajudem a tornar real o sonho de se pintar a América de azul e branco pela terceira vez.
Nunca essa competição esteve tão requisitada. A Copa Libertadores exige alguns fatores: técnica, raça e tamanha inspiração. Além disso, a tradição ajuda, mas não é preponderante para seguirmos adiante apenas contando com a mesma. É preciso sonhar alto, voar para lá dos Belos Horizontes. É preciso deixar a vaidade de grandes campeões dentro dos gramados, pois já fomos tantas vezes combatidos e jamais vencidos.
O cruzeirense nasceu para estar sempre entre os melhores; está no DNA azul estrelado. O retrospecto favorável diante do rubro-negro carioca reforça ainda mais que devemos respeitar o Flamengo, mas não podemos temer os duelos. A grandeza do Cruzeiro evidencia que é nas partidas mais difíceis que o gigantismo aflora e abre os mares para a conquista da terra tão almejada.
Por isso, nação celeste, é hora de vestirmos a camisa e de fazermos o nosso papel da melhor forma possível: vamos lotar o Mineirão e o Maracanã. Necessitamos de muito estardalhaço para enlouquecer e deixar os oito milhões de cruzeirenses sem voz em busca do grito uníssono de campeão, colocando, lá no céu, mais uma grande estrela na imensa constelação no planeta azul. Isso aqui é CRUZEIRO!
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