Campeonato Mineiro

NO DIA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS, PASTOR É QUEM DÁ O RECADO!

O clássico deste domingo foi marcado por um excelente futebol atleticano e por um apagão cruzeirense. A superioridade alvinegra durante os 90 minutos foi inquestionável. Embora até o primeiro gol dos mandantes o confronto estivesse equilibrado, o Atlético detinha a maior posse de bola e controlava a partida, principalmente no meio-campo com Elias e Adilson. Já o Cruzeiro se desconcentrou após a parada técnica pedida por Mano Menezes e sofreu três gols em cerca de 10 minutos. Ali, a garapa tinha azedado. 

O jovem Thiago Larghi foi extremamente inteligente ao manter Otero na equipe titular mesmo com a queda de produção nos jogos anteriores à decisão. O venezuelano fez um hat-trick de assistências e assustou a defesa celeste na bola parada. É impressionante o quanto o baixinho é habilidoso. Além dele, pesou o faro de gol de Ricardo Oliveira. O "pastor" brilhou logo no dia da ressurreição de Jesus. Pior para o Cruzeiro, que reagiu tarde e lentamente com o uruguaio Arrascaeta. 

 Em clássicos, geralmente, a equipe com mais vontade leva a melhor. A premissa da raça é um fator preponderante para a confiança progredir à medida que o tempo se desenrola durante o embate. O Atlético aproveitou o fator casa e se impôs. Faltou isso ao time de Mano Menezes ontem: os principais jogadores não apareceram, a defesa falhou muito e o ataque pouco produziu em virtude da deficiência tática da equipe evidente já na partida contra o Racing. Não há equilíbrio total entre os setores. A moral cruzeirense só será recuperada mediante uma boa vitória diante do Vasco pela Libertadores, na quarta. 

 Apesar disso, a competição está em aberto: quem leva?

Leonardo Garcia Gimenez (Léo na Geral)

Escritor das páginas Léo Na Geral, Universo do Futebol, O Maior de Minas, Superesportes e Iguatama Agora. Futuro jornalista, apaixonado por esportes, 17 anos. Ainda com muito caminho a percorrer, faço os textos pensando no leitor: credibilidade é meu objetivo.

Comente