Bancários de diferentes regiões do país iniciam greves nesta semana após assembleias rejeitarem as propostas apresentadas pelos bancos durante as negociações da campanha salarial de 2026. A mobilização envolve principalmente funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, além de trabalhadores de outras instituições em algumas localidades.
As paralisações foram aprovadas pelas bases sindicais depois que os trabalhadores avaliaram as propostas para a renovação dos acordos coletivos. No caso da Caixa, os empregados rejeitaram a proposta e aprovaram a greve em diversas regiões. No Banco do Brasil, também houve rejeição em parte das bases, com sindicatos cobrando a retomada das negociações.
A mobilização ocorre no contexto da campanha nacional dos bancários, que reúne reivindicações relacionadas a reajustes salariais, manutenção de direitos e condições de trabalho. A categoria também discute cláusulas específicas dos acordos coletivos de cada banco.
A orientação dos sindicatos é que a paralisação tenha início a partir das datas aprovadas em cada assembleia e siga por tempo indeterminado enquanto não houver um novo acordo. A abrangência do movimento, no entanto, varia conforme as decisões das entidades sindicais locais.
Para os clientes, a greve pode reduzir o atendimento presencial nas agências atingidas. Os canais digitais e eletrônicos dos bancos, como aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e Pix, continuam sendo alternativas para operações que possam ser realizadas por esses meios.
Situação em Minas Gerais (MG): Greve na Caixa e BB a partir de 10/09
Nos estados em que foi solicitada a reabertura de negociações com o Banco do Brasil, a entidade as marcou para o fim da tarde desta terça-feira, 8. Procurado por Veja Negócios, o BB informou, em nota que “participa da mesa única da Fenaban, com presença de todos os bancos, nas quais são debatidas as questões gerais da categoria bancária, incluindo o índice de reajuste. Além disso, o Banco possui uma mesa específica com as entidades sindicais nas quais são tratadas as questões do funcionalismo do BB. Para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país.”
Também procurada por VN, a Caixa Econômica Federal afirmou que “mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade.”
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