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CARROS ELÉTRICOS ESTÃO MAIS PERTO DO QUE VOCÊ PENSA

Fogo! Ar! Combustível! Apesar de utilizar dois dos cinco elementos do Capitão Planeta, o motor de um veículo movido a combustível não se utiliza de alquimia para realizar o movimento. São necessários 3 elementos fundamentais, sendo:

Combustível: Gasolina, Querosene, Gás Natural, Óleo Diesel – fósseis. Álcool, biodiesel – renováveis.

Comburente: Oxigênio

Calor: Faísca por velas ou pressão em caso de motor diesel.

 

A energia térmica ocasionada pela união desses elementos se transforma em energia cinética, realizando assim o deslocamento da maioria massiva de veículos da frota nacional.

E o tal do carro elétrico, onde entra nessa história? O carro que utiliza eletricidade como fonte para movimento, também não se aproveita de mágica para tal feito. Basicamente em vez do tanque de combustível há uma grande bateria, e em vez do motor a combustão há um motor elétrico que transforma a energia química armazenada na bateria em energia elétrica e consequentemente em energia cinética. Há duas maneiras de carregar a bateria do automóvel elétrico: diretamente pela tomada ou através de um outro motor a combustão. No segundo caso são classificados como híbridos, pois possuem o motor a gasolina e o motor elétrico. Há maneiras suplementares de armazenar carga na bateria, como aproveitando-se da energia que seria “desperdiçada” nos freios – como no KERS da Fórmula 1, placas solares entre outros.

O motor elétrico é substancialmente mais eficiente que o motor convencional, e agride em menor escala o meio ambiente. Também apresenta como vantagens a economia, pois a energia elétrica é menos cara que a gasolina. Entretanto, apesar de ser tão antigo quanto o motor a combustão, seu desenvolvimento tornou-se o foco das fabricantes nas últimas duas décadas apenas. Com exceção de alguns casos específicos, veículos elétricos possuem baixa autonomia, baterias demoram a carregar e estão sujeitas a “vícios”, como celulares. E ambientalmente não há uma política definitiva para o descarte adequado das baterias.

Países como França, Suécia e Noruega incentivam a venda de elétricos subsidiando impostos dos fabricantes, resultando em um produto mais acessível. Estabeleceram metas de a partir de determinado ano, não serem comercializados mais veículos a combustão. Estima-se que a frota mundial de elétricos tenha ultrapassado a barreira das 3 milhões de unidades em 2017.

A expectativa é que tamanha pressão mundial ambiental ilumine o governo nacional, e que o ROTA 2030 – programa de incentivo de pesquisa, desenvolvimento e eficiência energética – tenha premissas concretas relacionadas ao “carro verde” acessibilizando a venda de elétricos e híbridos no Brasil. Em pleno 2018 virar as costas para a eletrificação do automóvel e continuar valorizando o álcool e gasolina não é estagnar no tempo, é retrocesso. Apesar da teimosia do governo, em 2017 foram vendidos 3296 veículos híbridos ou elétricos, tendo como protagonista Toyota Prius e o Fusion Hybrid (ambos híbridos). Esse quantitativo é 3 vezes maior que o acumulado de 2016, e para 2018 com a ajuda do ROTA 2030 e de novos lançamentos como Golf GTE, Nissan Leaf e Kwid elétrico a tendência é mantenha as vendas aceleradas. É apenas questão de tempo, até que suas visitas aos postos de gasolina se tornem mais raras. Ou que tenha um carro plugado na tomada da garagem. Não se assuste quando esse dia chegar, se ligue!

Yuri Rodrigues Leite

ENTUSIASTA  AUTOMOTIVO DESDE OS TEMPOS DE VELOTROL, ME DEDICO EM BUSCA DE CONHECIMENTO TÉCNICO E MERCADOLÓGICO DO UNIVERSO AUTOMOBILÍSTICO. 
FORMADO EM ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO PELA UFOP.
TRABALHO ATUALMENTE NO RAMO DE ENERGIA – SUBESTAÇÕES. 
CARRO BOM É CARRO BEM CUIDADO!

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