Carros

ESPORTIVOS NACIONAIS, ANOS 70

A série será dividida em décadas, começando pelos anos 70

Carros esportivos antigos de fabricação nacional, despertam o fascínio de algum dia ter possuído aquele modelo tão cultuado na época. Ainda mais em tempos de quarentena, com a ascendência da nostalgia. Os esportivos eram os mais desejados por serem muitas vezes os mais caros, com melhor desempenho, mais equipados e mais luxuosos comparados aos modelos de entrada. Uma vez que há dezenas de modelos comercializados nos últimos 40 anos no mercado brasileiro, a série será dividida em décadas, começando pelos anos 70:

  • Opala SS: Foi lançado em 1971, 2 anos após a versão comum do Opala, ostentando a sigla de esportivos norte-americanos – SS. Com bancos e volantes esportivos, adesivos decorativos entre outros acessórios, o motor 6 cilindros em linha, 4.1 litros de 171 cv fazia bonito nas pistas de corrida. Duas curiosidades: durante a crise do petróleo em 1973, foi apresentado o motor mais fraco 2.5 de 4 cilindros e apenas 98 cv. E a versão perua, famosa Caravan, também teve sua versão esportiva SS. Saíram de linha em 1980, deixando uma legião de fãs fervorosos.
  • Dodge Charger R/T: Apesar de ter sido uma adaptação brasileira para se assimilar ao Charger americano, o grande motor V8 de 5.2 litros e 215cv roncava forte nas estradas e no cinema, com o filme Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora. Recebeu o popular apelido de Dojão, e valia o preço de um bom imóvel na época. Apesar de ter sobrevivido bem à crise do petróleo, saiu de linha em 1981, 10 anos após o lançamento, sem sucessores.
  • Maverick GT: Em tempos de importações proibidas, passou pelo mesmo processo de tropicalização de Opala e Charger. Ou seja, um modelo de outro país, com muitas peculiaridades tupiniquins. Fez muito sucesso com pilotos em corridas, pois tinha uma dinâmica mais próxima ao Opala e com um motor mais forte como o Charger, um V8 5.0 de 197cv. O “Maveco”, como era chamado, teve que recuar na crise do petróleo e reduzir as cilindradas para um parco 2.3 litros de 4 cilindros. Saiu de linha 2 anos depois, em 1979. Hoje, assim como Dodge e Opala é objeto de coleção nas mais valiosas garagens.

Passat TS: É válida a citação ao Passat TS, mesmo com metade dos cilindros do Dodge Charger e menos de 1/3 do tamanho do motor do Maverick GT, ou seja, um fraco 1.6 4 cilindros de 96cv. Isso porque o Passat foi um projeto alemão, e o primeiro motor refrigerado à água bem sucedido da Volkswagen. Apesar dos concorrentes diretos serem Chevette GP e Corcel GT, o peso baixo e o excelente comportamento dinâmico do Passat davam trabalho até ao trio de “pesadões Maveco, Opala e Dojão”.

Yuri Rodrigues Leite

ENTUSIASTA  AUTOMOTIVO DESDE OS TEMPOS DE VELOTROL, ME DEDICO EM BUSCA DE CONHECIMENTO TÉCNICO E MERCADOLÓGICO DO UNIVERSO AUTOMOBILÍSTICO. 
FORMADO EM ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO PELA UFOP.
TRABALHO ATUALMENTE NO RAMO DE ENERGIA – SUBESTAÇÕES. 
CARRO BOM É CARRO BEM CUIDADO!

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