Relacionamentos Abusivos

Relacionamentos abusivos - Precisamos falar sobre isso

Já faz um tempo que venho notando uma maior procura no consultório por suporte para uma necessária saída de um relacionamento abusivo. Mas desde o início da pandemia, os números têm crescido assustadoramente! Existem abusadores e abusadoras, mas diante das estatísticas sabemos que em maior parte os casos (sobretudo os mais extremos) tratam-se de homens que abusam das mulheres, por isso o texto por vezes parecerá estar falando somente destes casos; mas, vê-se isto em diversos formatos de relação e vindo das duas partes.

Os abusadores sempre existiram, e sabemos que até pouco tempo atrás no tempo de nossas avós ou até mães, o abuso era normalizado. Era comum e rotineiro o homem decidir o passeio, a comida, as companhias, as roupas e praticamente tudo relacionado às atividades do casal e/ou da família. Foi naturalizado desde sempre a mulher se calar diante de constantes críticas, ordens, imposições por vezes absurdas e até traições.

E agora somos herdeiras (os) de uma história que se repete dia após dia, muitas vezes culminando em trágicos fins. Em um relacionamento abusivo a maior parte da relação é tóxica, mas como o abusador pede desculpas, chora, promete mudança, o abusado acaba ficando sempre “um pouco mais”, dando sempre “a última chance”, afinal, “ele teve uma infância difícil e não aprendeu a amar direito”, “comigo vai ser diferente”.

Existe também o fato de que muitos abusadores com suas habilidades de jogar, manipular e mentir acabam convencendo suas vítimas de que eles apenas reagiram a elas, e que elas é quem são as culpadas: “Olha o que você me fez fazer!”, “Eu não queria ter feito aquilo, mas já viu como você me trata?”, “Se você não tivesse falado nada, nada daquilo teria acontecido”. No abuso também ocorre a imposição de uma falsa crença de que a vítima não pode sobreviver sem o abusador, e para isso ele vai se misturando nas decisões profissionais, nas escolhas dos amigos, na relação com membros da família (sobretudo os mais próximos), vai tomando conta das situações emocionais, afetivas, financeiras e psicológicas... E quando a vítima se dá conta, está sem amigos, família, dinheiro, estrutura emocional e lucidez suficiente para entender que está sendo mesmo vítima, e se pergunta: “Será que eu errei mesmo?”, “Estou ficando louca?”, “Será que eu fiz aquela pessoa antes tão bacana se tornar esta pessoa tão distante?”, “Onde foi que eu errei nessa história?”, “Como é que eu vou sair disso, como conseguiria viver sem ele?”.

E é assim que por motivos diversos as vítimas (os abusados) vão permanecendo em um relacionamento abusivo, por não se darem conta ou por não terem forças para sair sem suporte. Perde-se, além de tudo, a identidade; e isto é perder a capacidade de lutar por si mesmo. Para entender, só estando lá dentro; não só dentro da casa, do abuso, da situação; mas dentro do peito de alguém que sonhou ser feliz ao lado de outro que conquistou com encantos; só estando no coração de alguém que sonhou construir e manter uma família feliz; só estando na pele de quem se viu imensamente feliz por um tempo que se perdeu discretamente em meio a grande confusão que é uma relação abusiva e tóxica.

Já não estamos mais no tempo de nossas avós, e apesar de tantas coisas boas daquele tempo terem se perdido, ganhamos voz! Agora podemos falar, buscar suporte, nos cuidar e provar à nós mesmas que equívocos não precisam ser eternos e fazer novas escolhas é renascer. Se você conhece alguém que esteja passando por uma situação semelhante, aconselhe a busca pelo suporte. Se você mesmo (a) está vivendo isto, se ame, busque suporte! Porque a liberdade, a leveza e a vida valem muito! E se você se identifica como um (a) abusador (a) e não quer mais permanecer nesta condição, saiba que existe suporte à você também, não deixe de procurar! 

Suelen Dias

OLÁ! MEU NOME É SUELEN DIAS. ME FORMEI EM PSICOLOGIA PELA PUC MINAS, EM TERAPIAS COMPLEMENTARES E NATURALISTAS PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA E TREINADORA MOTIVACIONAL PELA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COACHING. DESENVOLVO DIVERSOS TRABALHOS EM GRUPOS TERAPÊUTICOS NA REDE PARTICULAR E PÚBLICA VOLTADOS AO AUTO-CONHECIMENTO E AUTO-SUPORTE POR MEIO DA RESPIRAÇÃO. TRABALHO COMO PSICOTERAPEUTA DE PACIENTES INDIVIDUAIS ADULTOS, CRIANÇAS, CASAIS E FAMÍLIAS SEMPRE EM UMA MESMA VERTENTE: BUSCAR ENTENDER O QUE SE PASSA TRAZENDO TUDO PARA O AGORA. NUNCA DEIXE DE BUSCAR SUPORTE SE JÁ NÃO FOR POSSÍVEL SOLUCIONAR SOZINHO O QUE O ATORMENTA!

AGENSAMENTOS PARTICULARES PELO DIRECT DO INSTAGRAM @terapeutasuelendias

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