A fabricante de carros britânica McLaren anunciou na última semana (dia 09/12), o nome do seu novo hipercarro: Senna! Até então estávamos familiarizados com esses dois nomes em uma mesma frase quando se tratava de Fórmula 1, agora estamos falando de um carro comercial, que pode circular nas ruas. Bom, quase isso. Ao contrário de outros hiperesportivos, onde são carros de rua que podem participar de uma corrida, o McLaren Senna é um carro de pista que esporadicamente pode ser utilizado normalmente nas ruas – informação da própria Mclaren.
A título de explicação, é válido ressaltar a hierarquia automotiva quando se trata de um hiperesportivo. Tal como o nome e o prefixo superlativo, os hipercarros estão no topo da hierarquia automotiva. Não desmerecendo os superesportivos, que são também sonhos de consumo e ícones de performance, mas no andar de cima são poucos os categorizados para tal.
O desenho apesar de vincado e agressivo, segue à risca a filosofia da “forma segue a função”. As entradas e saídas de ar são funcionais e a reveria, além da fartura de fibra de carbono que é mais resistente e leve que o aço comum. O Senna é dotado de um powertrain composto de um motor V8 4.0 biturbo de 800 cv de potência e 81,6 kgfm de torque enviados às quatro rodas por um câmbio automatizado de dupla embreagem de sete marchas. O peso de apenas 1.198 kg o torna o carro mais leve desde o McLaren F1, de 1997, e os 800cv de potência o tornam o carro mais potente já fabricado pela companhia britânica. Os números de aceleração permanecem em segredo, mas é estimado uma aceleração de 0 a 100km/h em 2,5 segundos e romperá facilmente a barreira dos 340km/h de velocidade máxima.
Com lançamento oficial marcado para o Salão de Genebra, na Suíça, a McLaren já adiantou que tal usina de força estará disponível para apenas 500 felizardos que já fizeram suas reservas e pré-compras. Apesar do sigilo sobre os valores, sabe-se que a última unidade disponível foi leiloada pela bagatela de 9 milhões de reais. Valor esse que será revertido em investimentos para o Instituto Ayrton Senna que que auxilia crianças e adolescentes carentes. Ainda não se sabe se alguma unidade desembarcará em território brasileiro, uma infeliz contradição. Seja cá, ou seja lá, não minimiza as virtudes e singularidade do McLaren Senna. Um especial tributo ao chefe tricampeão Ayrton, valeu McLaren!
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