Como já falamos em outro momento acerca da violência que acomete as mulheres em relação a sexualidade e outras formas de execução deste ato, o instante seria oportuno para apontar quais são os desdobramentos negativo na vida do abusado (a) e em suas famílias.
Atualmente, quando falamos de vítima temos registros que este ato praticado não escolhe gênero, se é masculino ou feminino. Devido as atuais constituições sexuais (heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transexuais) não há distinção do direito da vítima em ser acolhida, atendida e encaminhada para as decisões a serem tomadas, dentre estes, os processos jurídicos devido a traumática situação vivida.
A situação está tão alarmada e generalizada que pensamos em suas causas e nos motivos que levam o abusador e realizar este comportamento: transtorno mental, surto psicótico, transtorno afetivo bipolar, compulsão sexual, fetiche? Enfim, temos uma infinidade de causas que é preciso que os órgãos que atuam nesta área (Segurança pública, Direito, Medicina, Psicologia, Serviço Social, Conselho Tutelar e Legistas) possam se organizar para melhor investigação dos casos que aparecem, pois existem muitos que são reprimidos pelas próprias vítimas e dentre fatores psicológicos, o fator jurídico da IMPUNIDADE é um dos indicadores para a não realização das denúncias.
Portanto, estamos ainda muito desassistidos de uma séria legislação que realize uma conduta assertiva sobre estes atos, causando na população uma sensação de segurança e confiança. A medida que este ato assertivo seja introduzido nas práticas, há um efeito social de segurança coletiva para denúncias e consequentemente uma mudança de comportamento social e posterior diminuição dos crescentes números de vítimas.
Dentre as consequências para as vítimas, o fator físico é apenas um entre outros envolvidos pelas consequências da violência sexual. Os efeitos do choque que representa a violência sexual podem refletir-se em diversos aspectos do desenvolvimento da criança e do adulto como inibições, angústias, isolamento social, desilusão, entristecimento, depressão e até pensamentos suicidas.
Os sintomas apresentados a curto prazo são o comportamento sexuado, ansiedade, medos, pesadelos, depressão, isolamento social, queixas somáticas, fugas de casa, comportamentos autodestrutivos e comportamentos regressivos como choros e fragilidade emocional.
São consideradas como consequências psicológicas da violência sexual em curto prazo as dificuldades de adaptação sexual, interpessoal e afetiva. A longo prazo, as vítimas geralmente apresentam dificuldades de relacionamento com figuras masculinas, pelo fato de os agressores serem, na sua grande maioria, homens. A intimidade representa uma ameaça, pois é difícil para a vítima estabelecer laços de confiança.
Por fim, vemos que há uma infinidade de manifestações na mente e no corpo, uma dor impossível de suportar, uma dor sem corpo, sem matéria, que se situa na esfera afetiva, sentimental e existencial, causando sérios impactos no cotidiano nas vítimas e em suas famílias.
Parafraseando Drauzio Varella, quem não fala adoece!
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