Muitas vezes negligenciado, o pneu é a peça que faz a interface entre o pavimento e o carro. É ele que transfere a energia do motor para o solo, aproveitando o atrito para realizar o deslocamento. Tamanha responsabilidade requer cuidados especiais.
Tudo começa na compra: Ao adquirir o automóvel, o dono deve ler o manual para ter conhecimento sobre a pressão de calibração de cada pneu, que varia conforme o peso a ser transportado. A periodicidade também varia conforme o uso. Pode-se arrednodar para uma calibragem semanal em caso de uso intenso, e uma calibragem a cada 15 dias em caso de uso moderado. Tem-se até horário certo para realizar o procedimento: pela manhã. Isso porque o pneu deve ser calibrado enquanto frio. Quando quente há variação da pressão interna. Ainda no manual, o proprietário verificará a velocidade máxima que aquele pneu pode alcançar e o peso máximo que pode transportar. Observação: Vale lembrar que peso excessivo e velocidade acima da permitida são infrações passíveis de multa.
Se mesmo calibrando conforme o manual e no período correto, for constatado que “o borrachudo” gasta mais de um lado do que de outro, pode ser sintoma de direção desalinhada. Aproveite e faça o balanceamento das rodas, o seu automóvel agradece. Quando for realizar o alinhamento e balanceamento, peça o mecânico para inverter os pneus de lado, em uma manobra denominada rodízio de pneus.
Conforme toda peça mecânica, o pneu possui uma vida útil. Há um indicativo denominado Tire Wear Indicator – TWI. O TWI é um ressalto entre os sulcos da banda de rodagem, que, quando o desgaste chega a tal ressalto, deve-se providenciar a troca imediata. Pneus devem ser trocados aos pares, dois em dois ou os quatro de uma vez. E os novos devem ser instalados nas rodas TRASEIRAS. Isso porque ao contornar uma curva, é o eixo traseiro que “segura” o automóvel, enquanto o eixo dianteiro tem função direcional.
Pneu furado? Não tem problema, troque-o pelo estepe (que também deve ser calibrado periodicamente). O estepe tem a função de ser uma solução paliativa e temporária. Realize o reparo do pneu avariado o mais rápido possível, e volte o estepe para o porta malas. Em caso de bolhas e cortes laterais, o recomendado é a troca imediata.
Na compra de pneus novos, caso seja o par, adquira da mesma marca e modelo dos pares já instalados no carro. Pesquise o tipo de pneu certo para seu carro e para você, variam conforme aderência, ruído, dureza e durabilidade. Marcas renomadas realizam testes intensos para homologações, portanto é uma via segura de compra. Marcas paralelas ou algumas chinesas utilizam material de segunda linha com testes duvidosos, evite-as. Nunca compre pneus remoldados, que aproveitam a estrutura de um pneu já fragilizado e fadigado com uma banda de rodagem nova, é o famoso barato que sai caro.
Na condução diária, evite freadas bruscas, buracos, acelerações repentinas e manobras com o carro parado que contribuem para o maior desgaste do pneu. Cuide bem do seu carro, que ele cuidará bem de você.
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