E é passado mais um ano! Um ano pós ápice de crise financeira nacional, que reflete proporcionaemente nas vendas de veículos novos. Em uma análise macro comparando somente o acumulado de vendas de 2017 com de 2016 é certo dizer que o mercado melhorou. 1.967.392* unidades comercializadas no ano vigente, entre automóveis de passeio e comerciais leves, ante 1.787.330* unidades vendidas no ano de 2016.
O mais vendido absoluto e constante todo ano de 2017 foi o Chevrolet Ônix com 171.148* unidades emplacadas. As segundas e terceiras posições se alternaram durante o ano entre Renault Sandero, Volkswagen Gol, Hyundai HB20 e Ford Ka, cabendo aos dois últimos as medalhas de prata e de bronze com 96.769* e 87.012* carros vendidos respectivamente. Com relação às fabricantes, a Chevrolet imperou, com 316.158* veículos vendidos. A Volkswagen fechou o ano na segunda posição com 196.589* vendas e a Hyundai completando o pódio com 179.321* autos. Nos segmentos dos comerciais leves, as irmãs Fiat Strada e Toro acumularam 47.967* e 46.497* picapes durante 2017, e a Volkswagen Saveiro 39.141* emplacamentos.
Em tipos de carroceiras, é notável a substancial ascendência dos Sport Utility Vehicles – SUVs, os famosos jipinhos urbanos. O que justifica a decadência comercial das peruas/ station wagons e hatches médios, que são bem mais racionais no papel que cumprem. Para 2018 é certo pontuar os seguintes cenários:
- Manutenção da crescente tendência dos SUVs, tanto em quantidade de vendas quanto em variedade no mercado;
- Maior procura por automóveis equipados com caixa de marchas automática;
- Supremacia do monocromático – carros vendidos nas cores preto, cinza prata ou branco;
- Atenção redobrada nos acessórios de segurança e nas avaliações de testes de impacto;
- Ainda que timidamente, maior oferta de veículos movidos unicamente à eletricidade ou híbridos.
Está em processo de debate e revisão o programa de incentivo ao mercado automotivo nacional denominado ROTA 2030, que vem a substituir o quase finado INOVAR-AUTO. Tratam-se de programas cuja premissa é o incentivo à investimentos na pesquisa e desenvolvimento além da cadeia de fabricação atingindo a todos os fornecedores diretos e indiretos. O ano está acabando e as marcas que tem fábricas em território nacional ou não ainda não sabem as medidas e regras do setor automobilístico de 2018 a 2030. Em suma o ROTA 2030 é uma batata quente que já deveria estar consolidada. Aguardemos...
* Observação: dados de janeiro a novembro, pois a divulgação dos dados de dezembro ocorre somente em janeiro. Fonte: FENABRAVE
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