Brasileiros saíram às ruas neste feriado de finados, para protestar contra os resultados da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os maiores protestos ocorreram em São Paulo (no Parque do Ibirapuera, onde está localizado o Comando Militar do Sudeste), no Rio de Janeiro (na Praça Duque de Caxias, onde fica o Comando Militar do Leste), e em Brasília (no Quartel General do Brasília). o Ibirapuera recebeu cerca de 35 mil pessoas. Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Florianópolis, Campo Grande, entre outras capitais, também registraram manifestações expressivas, assim como cidades da região metropolitana de São Paulo, do interior paulista e do interior catarinense. No interior de Minas Gerais manifestantes se reuniram em frente ao quartel de Formiga, muitas pessoas se juntaram aos caminhoneiros nas barreiras dos postos de Arcos e Bambuí.
Os manifestantes questionam a atuação da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2022, sobretudo no caso chamado pela campanha de Bolsonaro de “Radiolão”. No dia 24 de outubro, seis dias antes do primeiro turno, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, convocou uma entrevista coletiva em caráter de urgência e reclamou que Bolsonaro teve 154.085 inserções a menos do que Lula em rádios do Norte e do Nordeste. Na ocasião, Faria disse que o Tribunal Superior Eleitoral investigaria o caso. Depois, voltou atrás e admitiu que quem deveria fiscalizar a publicidade em rádio era a própria campanha. “A falha era do partido, que percebeu o problema tardiamente, e não do tribunal. Como havia pouco tempo para o TSE fazer uma investigação mais aprofundada, eu iniciei um diálogo com o tribunal em torno do assunto”, declarou o ministro.
Além deste questionamento, muitos outros são levantados como a compra de votos pelo Partido Petista, os privilégios concedidos ao candidato Petista pelo TSE e a censura imposta ao Presidente Jair Bolsonar (PL) e seus apoiadores .
"A fraude foi descarada. Como não se pode chamar um ex-presidiário, condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, desvio e corrupção, de ladrão; mas pode chamar o Presidente de Genocida (Pessoa que ordena ou é responsável pelo extermínio de muitas pessoas em pouco tempo)?! disse o manifestante Celso Renato.
Os Brasileiros nas ruas estão pedindo intervenção federal. Os requisitos para intervenção federal estão no artigo 34 da Constituição: coibir grave comprometimento da ordem pública, manter a integridade nacional, repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra, garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes, reorganizar as finanças das unidades da Federação, prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial e assegurar a observância de princípios constitucionais sensíveis”.
Durante os protestos pacíficos uma manifestante que não quis se identificar, de 47 anos, disse: "Nós não queremos um Presidente que roubou bilhões do país. Não vamos aceitar, vamos lutar antes do país virar uma Venezuela. O sistema é sujo, queremos intervenção federal já! Nada foi feito quando soltaram quem não podia ser solto, agora vamos lutar pelo nosso país" Somente nós "o povo" podemos mudar essa realidade.
Os caminhoneiros que fizeram barreiras por todo país continuam firmes no propósito de serem ouvidos. Um atropelamento na cidade de Mirassol, interior do Estado de São Paulo, aconteceu durante as manifestações. Um motorista atropelou pelo menos sete manifestantes. Entre as vítimas está uma criança, menina de 12 anos que passa bem.
A manifestação ocorria na Avenida Washington Luís. Todas as vítimas foram socorridas, sendo levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mirassol. Uma pessoa teve alta e quatro seguem em observação.
O motorista foi preso imediatamente pela Polícia e os manifestantes indignados depredaram o carro.

Registro do momento que um carro atropela manifestantes. Imagem: Vídeo de redes sociais

Momento que as pessoas depredam o carro. Imagem: vídeo de redes sociais.
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