No último dia 6 de fevereiro, o mundo testemunhou por transmissão digital o lançamento de um veículo comercial ao espaço sideral, rumo à Marte! Sim, o resumo impressiona, assim como as fotos e vídeos onde um manequim fardado com traje espacial faz às vezes de um suposto condutor. O veículo é um Tesla Roadster, o foguete é o Falcon Heavy e a empresa que protagonizou tal evento é a SpaceX. O responsável por tudo isso, e dono das duas empresas (!) é o CEO sul-africano Elon Musk.
Qual o objetivo disso, além da publicidade associada às duas empresas? Primeiro é preciso saber que Elon Musk é um filantropo, visionário e empreendedor bilionário que se preocupa com o futuro da humanidade apresentando soluções como redução do aquecimento global, uso de energias sustentáveis e até a colonização de Marte. Segundo, a Tesla, uma de suas empresas, fabrica automóveis movidos à energia elétrica de alto desempenho e autonomia e é referência mundial em veículos de propulsão elétrica. O Tesla Roadster foi o primeiro modelo da marca e, de acordo com a empresa, em 2020 terá uma nova versão superesportiva com aceleração de 0 a 100km em menos de 2 segundos. Terceiro, o foguete espacial Falcon Heavy é o foguete mais potente do mundo em operação (possui o dobro da potência dos seus concorrentes) e tem como principal característica o reuso. Os módulos do Falcon Heavy pousam novamente à superfície terrestre, portanto não são perdidos no espaço. E a SpaceX é uma empresa fundada em 2002 cujo objetivo é reduzir os custos tornando mais acessível as viagens espaciais, permitindo assim futuramente a colonização de Marte. Então sim, é o primeiro e ambicioso passo para o homem pisar e colonizar Marte.
A viagem está com duração prevista de 6 meses, em uma rota de 250 milhões de km. Assim que entrar na órbita do planeta vermelho, permanecerá por centenas de milhões de anos, segundo Musk. Devido a radiação eletromagnética, o carro poderá perder a tinta e ter componentes de borracha e couro deteriorados.
Mais que um simbolismo, o Falcon Heavy poderá lançar satélites pesados, naves, telescópios e até retomar as missões tripuladas à lua. Vida longa ao carro voador e sonhos ambiciosos de Musk.
Comente