Natal

O Natal, seus significados e a família: reflexões para um novo ano!

Novo ano, este seria sim um termo mais justo para pensarmos sobre os projetos, planos, idealizações, sonhos e desejos. Este termo prevalece pelo fato de realmente imprimir uma possibilidade de mudarmos muitos comportamentos que já repetimos há anos e décadas. Desta forma, há uma luta interna, recheada de conflitos acerca do que iremos tentar mudar, mas cuidado com a repetição e procrastinação (adiamento) dos projetos idealizados. Afinal, projeto pode ser feito até para ir a Marte, mas é cabível? É viável? Consigo? 

São as armadilhas de uma vida cotidiana que nos pega todo ano, neste período de “festas de fim de ano”, englobando Natal e Ano Novo. É um período de relaxamento para uns e muito trabalho para outros, contudo, mesmo os que trabalham muito neste período, estes conseguem criar também um momento para reflexão e projeções para o ano seguinte.

Considero importante este momento como algo motivacional, uma chance nova e não uma nova chance, pois todos os anos temos infinitas oportunidades, os mesmos tempos e as mesmas repetições... por isso que como bem disse o filósofo Voltaire em seu livro Cândido, “cultive seu jardim” e o “o mal não está no mundo, está em mim”. Vejamos aqui uma brilhante ideia para iniciarmos um novo ano, sem queixas, sem culpar o outro e sem deixar pro carnaval...

Bom, este texto começou do final, agora vamos ao que antecede o novo ano: o Natal. Sem entrar nos méritos espiritualistas ou religiosos, pego carona no termo “Natal”, pois hegemonicamente o país vivencia esta data e vou tratá-la como um “ritual de passagem” em que todas as pessoas em sua intimidade ou familiar passam por um mínimo de reflexão.

Quando falamos de Natal, na maioria das vezes, a família se torna o grupo social mais festivo. É ali que os filhos e parentes que moram fora voltam para suas raízes, suas origens e vivenciam um “eterno retorno” como diz Rubem Alves ao prazer de sua gênese.

 São vivências muito emotivas, regadas a bebidas e comidas típicas, contação de causos, histórias de sucessos e de tristezas. Este antagonismo perpassa este período, pois ao longo de um ano, muitas experiências se passaram, de ganhos e perdas. Aos enlutados, é um momento difícil.

 Porém, pensando de forma positiva, o Natal seria um “templo familiar”, uma estação para repensar individualmente e/ou coletivamente, o que se viveu naquele ano, o que foi positivo, negativo, proveitoso ou repelido. Época de analisar as condutas, os pensamentos, cuidar de si, respeitar o outo, ativar o modo caridade, a ÉTICA, pensar a cidade como espaço coletivo e a família como berço. 

Rever as visões de mundo neste período pode ser um combustível muito valiosos para agregar novos elementos ao NOVO ANO!
 

Thiago Augusto Pinto

Psicólogo pela UEMG, Especialização em Psicologia Hospitalar pelo CFP; Especialista em Gestão Pública em Saúde pela UFSJ, Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional pela UEMG. Atua em Psicologia Clínica e Hospitalar. É orientador de campo de estágio em Psicologia Hospitalar. Investiga os seguintes temas: psicologia hospitalar e da saúde, medicina e instituições de saúde, teoria e clínica psicanalítica, saúde mental, história e introdução à Psicologia, clínica com crianças, adolescentes, adultos, gestão pública, políticas públicas e tanatologia.
 

Comente