Libertadores

AS FACETAS DO TRICOLOR DA AMÉRICA

O Grêmio é o mais novo tricampeão da Copa Libertadores da América. O tricolor gaúcho bateu o Lanús nos dois jogos da decisão (1x0 e 2x1) e se juntou a São Paulo e Santos como os maiores campeões brasileiros do torneio. Não venciam a competição há 22 anos, quando derrotaram o Atlético Nacional em 1995.
 
Ademais, o Grêmio tornou-se o primeiro clube brasileiro a ser campeão da América em solos argentinos desde o Santos de Pelé em 1963 (naquela oportunidade, os paulistas venceram o Boca no La Bombonera). O treinador da equipe e maior ídolo da história gremista, Renato Portaluppi, aproveitou a noite para quebrar recordes: agora é o primeiro brasileiro a se tornar campeão da competição como jogador e técnico, além de ser o personagem que mais demorou a conquistar a tão sonhada Libertadores (foi campeão na edição de 83).
 
Coube a Pedro Geromel, zagueiro símbolo da campanha, levantar a taça assim como Hugo de León (em 1983) e Adilson Batista (em 1995) também o fizeram. A campanha é incontestável: foram 10 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Se antes já era o maior nome quando o clube em questão é Grêmio, Renato prova que nasceu para ser amado pelos gremistas. O hino do gigante clube brasileiro diz que "até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos com o Grêmio onde o Grêmio estiver". E os mosqueteiros cumpriram. Mais de cinco mil gaúchos foram até Buenos Aires assistir o tão sonhado tricampeonato. O Grêmio conquistou a América e quer acabar com o planeta. Esse Grêmio quebrou também paradigmas. Visto historicamente como uma equipe que não joga bonito, mas com raça, Renato soube aliar os dois aspectos muito bem. Com um futebol bonito e eficiente taticamente, a defesa e o ataque se entendiam perfeitamente. 
 
Grohe operou milagres, Geromel e Kannemann formaram uma dupla invejável, Cortez e Edílson antes esquecidos a figuras fundamentais na conquista. Arthur, Michel e Jaílson dominando o meio para que Luan, com a maestria da camisa 7, resolvesse e chegasse à glória com a predestinação de Cícero, Jael e Lucas Barrios. O cara desse título é Renato Gaúcho. Merece estátua, pode decretar feriado em Porto Alegre e também jogar futevôlei na praia. Quem sabe, sabe e o mais importante é que a capital do Rio Grande do Sul é palco dos olhares de todo o continente.

Leonardo Garcia Gimenez (Léo na Geral)

Escritor das páginas Léo Na Geral, Universo do Futebol, O Maior de Minas, Superesportes e Iguatama Agora. Futuro jornalista, apaixonado por esportes, 17 anos. Ainda com muito caminho a percorrer, faço os textos pensando no leitor: credibilidade é meu objetivo.

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