Há um ano, acordávamos anestesiados com a notícia de que o vôo da Chapecoense, sob comando da empresa LaMia, havia caído na região de La Unión, próximo a Medellín. Apenas seis das 81 pessoas que embarcaram, sobreviveram. Dentre eles, quatro são brasileiros: os jogadores Neto e Alan Ruschel, o agora ex-jogador Jackson Folman e o radialista Rafael Henzel. O desastre transformou-se no maior acidente da história do esporte. Morreram jornalistas, jogadores, comissão técnica e membros da diretoria da Chapecoense. O episódio rodou os noticiários de todo o mundo e a sensibilização foi uma das maiores já vistas.
Apesar disso, os sobreviventes compreenderam que a "nova oportunidade" de viver fez cada um mais forte. Os mais de 210 mil habitantes de Chapecó viraram 208 milhões de brasileiros. Neste ano foi preciso remontar o clube. Os clubes brasileiros, em comum acordo, optaram por ceder atletas para que o ano de 2017 fosse de total reconstrução, no qual o principal objetivo seria a permanência da Série A. Vagner Mancini foi o escolhido para comandar o grupo alviverde. Há duas rodadas, já capitaneados por Gilson Kleina, a Chapecoense assegurou mais um ano na Série A do Campeonato Brasileiro; agora, tentam o milagre de alcançar uma vaga na pré-Libertadores.
A Chapecoense reergueu-se com muita dificuldade. Algumas famílias dizem estar desamparadas, mesmo com um ano de acontecimento. As memórias não cairão no esquecimento de ninguém, visto que a ascendência do clube (da Série D ao título de campeão da Sul-Americana) foi muito rápida tal qual o fim das vítimas presentes no avião. A Chapecoense redefiniu o significado do que é ser grande e levantar de cabeça erguida. Todos temos sonhos. Nem sempre é possível realizá-los. Entretanto, é preciso lutar até o final. Os guerreiros da Arena Condá e da exuberante Chapecó deixaram a Associação Chapecoense de Futebol e integraram o Reino dos Céus há um ano. Obrigado por tudo. Vamos, Chape!
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