Dúvida comum quando se trata de aquisição de um veículo onde o consumidor, no ato da compra, não possui 100% do recurso financeiro referente ao valor do bem. O financiamento tem como a principal vantagem o imediatismo, ou seja, o consumidor pode chegar com uma mão na frente e outra atrás em uma concessionária e sair de lá com um veículo zero quilômetro. Em contrapartida, quando colocado no papel os juros não são baixos e o valor total pode ser o dobro do valor do bem. E as parcelas se perdem de vista por anos, biênios e triênios...
O consórcio por sua vez não possui juros, possui uma taxa administrativa bem menos agressiva que engloba o fundo de reserva e o seguro de vida. Entretanto é um processo que demanda mais tempo, estudo e burocracia por parte do consumidor. Pontos cruciais do consórcio:
- TEMPO: Não caia na conversa que em “x” meses será contemplado, não é permitido uma administradora de consórcios fiscalizada pelo Banco Central do Brasil definir o mês em que determinada cota será contemplada;
- LANCE: Não caia na conversa que com valor “x” será certo sua contemplação. Antes de entrar em um grupo é possível ver o histórico de lances. Pesquise esse histórico, trace uma média de lances e planeje quando e quanto será o valor.
- DOCUMENTAÇÃO: Assinar o contrato de consórcio é fácil e rápido, conseguir a documentação mesmo após a contemplação é um processo burocrático e moroso. Muitos vendedores são desinformados e a agência financeira não se preocupa em agilizar o processo. O consorciado mesmo depois de contemplado pode ficar meses sem o bem por dificuldade na tramitação de documentos;
- O BEM: Cada grupo possui um carro como referência do valor da carta de crédito e das parcelas. Porém o consorciado quando contemplado pode escolher outro veículo ou optar por veículos seminovos. Nesse último caso o processo se torna mais burocrático (!) e lento. E como o preço do carro referência altera, implica nos valores das parcelas que podem sofrer incremento.
Tanto no financiamento quanto no consórcio é necessária muita pesquisa para não cair em armadilhas financeiras. Em ambos os casos há diversos pontos subentendidos na papelada e conversas distorcidas por vendedores. Enquanto um tem como virtude o tempo, o outro se sobressai pelos juros mais baixos. Na dúvida, faça seu pé-de-meia e pague a vista, além de evitar dor de cabeça pode-se conseguir um bom desconto.
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