A reunião “Mobilização em Defesa da Pauta Prioritária dos Municípios Mineiros” que aconteceu no auditório do CREA-MG em Belo Horizonte, foi convocada pela Associação Mineira dos Municípios(AMM) e contou com a presença de mais de 300 Prefeitos e 200 Vereadores, além de Deputados Estaduais e Federais.
O auditório ficou lotado e o principal assunto foi o colapso financeiro pelo qual passa as cidades mineiras, inclusive com 70% dos município sem condições para pagar o 13º Salário dos servidores.
Segundo a AMM a dívida do governo do Estado com as prefeituras que chega a R$ 3 bilhões é um dos principais motivos que levou a essa situação.
Só os atrasos dos repasses para saúde pública somam R$ 2 bilhões. De acordo com os prefeitos, o dinheiro do transporte escolar também não chega há cinco meses.
Na pauta da reunião estava a solicitação dos Prefeitos mineiros para que os Deputados Estaduais e Federais pressionem o governo para garantir mais recursos aos municípios.
Uma solicitação também foi direcionada ao Presidente Michel Temer, para que através de medida provisória libere R$ 4 bilhões para socorrer as prefeituras de todo o país.
Devido à proximidade do pagamento do 13º Salário, essa foi a principal preocupação discutida pelos prefeitos, e maior parte dos municípios (70 %) não vão ter dinheiro para cumprir esse compromisso com os servidores.
Em entrevista o Presidente da AMM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda; a prefeita de Varzelândia”, Valquíria Cardoso e o prefeito de Carmo da Mata Almir Rezende Júnior assumiram que os muncípios passam por sérias dificuldades financeiras, que já tiveram que demitir muitos funcionários, diminuir o uso de combustíveis das máquinas e a paralisar obras básicas.
“Mandei 100 pessoas embora, reduzi o uso do combustível e cortei até o pão das secretarias. Não temos fábricas, nossos fornecedores são daqui e tivemos que cancelar os contratos com eles. O governo tem que entender que o povo do interior está morrendo. As pessoas estão comendo pé de galinha e feijão bandinha porque não têm dinheiro para se alimentar”, reclamou o prefeito de Poté, Nego Sampaio.
De fato, os municípios mineiros passam por uma situação caótica, próximo ao colapso, onde serviços básicos podem deixar de ser prestados caso os governos Estaduais e Federais não cumpram com os repasses que são devidos aos municípios.
“Temos trabalhado muito, de forma responsável e transparente na tentativa de manter os recursos básicos de nosso município, atendendo às leis e respeitando nosso povo. Infelizmente não estamos em situação diferente dos demais municípios mineiros, que também passam por uma situação financeira muito difícil, mas estamos lutando, buscando soluções. Está na hora dos poderes se unirem para encontrar saídas, acabar de vez com a politicagem, administrar o bem público de forma séria, honesta, e beneficiar nossa cidade.” – afirma a Prefeita Ivone Leite.
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