Em nosso dia-dia convivemos em grupo, mantendo um mínimo de interação social para atingirmos o que idealizamos, planejamos e pensamos. Este ponto de partida é o que marca nossas movimentações diárias em prol da busca da felicidade, liberdade, realização pessoal e bem estar junto as pessoas e instituições sociais, dentre elas a escolar, trabalhista e familiar, onde passamos a maior parte do tempo.
Salienta-se que nossa subjetividade é constituída pela interação junto aos outros em uma estação primária marcada pelas relações com os pais, familiares e/ou cuidadores. Este contexto nos alimenta com a nutrição subjetiva que nos constitui inicialmente como humanos. Para esta estação humana, a linguagem é a plataforma para iniciar uma regulagem em nossas formas de relacionamentos sociais.
Logo, estando numa era civilizatória, marcada pela ruptura com a era natural, precisamos nos instrumentalizar simbolicamente para que consigamos estarmos na busca da ética. Contudo, nem sempre os acontecimentos caminham de acordo com um ideal progressivo.
A cada dia percebemos que as condutas, comportamentos, ações e acontecimentos na civilização e na humanidade nos chocam e nos colocam infinitas questões. Estes fatos nos provocam reações que são meras manifestações de surpresa, tristeza, absurdo e espanto, seja na política, educação, lazer, turismo, família, relacionamentos amorosos, trânsito ou qualquer outros espaços.
Neste sentido, desde tempos remotos, surgiram as leis de Talião e sucedido pelo código de Hamurabi (séc. XVIII a.c.) como formas de regulamentar a ações entre os Homens. Vejam bem em que tempo estamos e desde quando já existiam tais códigos. Mais além, infinitos códigos, normas, leis e regras surgem para esta regulagem social. Contemporaneamente, temos códigos civis, penais e profissionais como forma de acentuar um modelo uniforme e padrão de conduta.
Eis que percebemos que a questão ética não passa pelas instituições de controle somente, sendo elas adjacentes nesta construção ética do indivíduo. Passa-se fundamentalmente pela condição humano em que estamos inseridos, pois, somos frutos de interações e relações, sendo o Homem um ser social e cultural. Logo, sem querer adotar uma perspectiva burguesa ou a serviço do capital como vimos na revolução industrial inglesa do século XVIII, o grupo de lações afetivos (na revolução industrial inglesa era a família proletariada) se torna o principal elemento para a constituição subjetiva do sujeito para que gradativamente se manifeste de forma ética no convívio humano.
As relações de cuidado nos relacionamentos subjetivos são fatores significativos para promover a constituição e o desenvolvimento dos seres humanos como sujeitos éticos. Ética se pauta pelo respeito, limite, cuidado e zelo.
Por fim, normas de conduta vem de uma dimensão afetiva/subjetiva, para ser lançada por onde transitamos e de forma conjunta serem co-construídas pelas instituições em que frequentamos como Escola e Trabalho, visando neste contexto uma melhor convivência social.
Ética
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