Os mais de 35 mil torcedores presentes no Gigante da Pampulha viram uma partida recheada de emoções. Embora este público tenha sido o segundo menor em um clássico desde a reabertura do Mineirão, as torcidas fizeram uma festa bonita antes e durante o grande confronto. Em comparação aos últimos clássicos, a partida teve mais chances criadas e o nível técnico também foi superior.
O Cruzeiro foi melhor no primeiro tempo e o Atlético sobrou no segundo. Os celestes abriram o marcador com Thiago Neves e perderam chances que podiam ter ampliado o resultado. A bola pune. A vantagem parcial não durou muito. Otero e Robinho (2x) viraram a partida para delírio da torcida atleticana, minoria no estádio. A tensão nas arquibancadas cruzeirenses era evidente. Mesmo após o gol, a limitação no setor ofensivo fez com que os mandantes pagassem um preço caro.
É bem verdade que o confronto valia bem mais para os comandados de Oswaldo de Oliveira. Pressionados pela derrota em casa diante da Chapecoense na última rodada, o Galo voltou a mil para o segundo tempo e Robinho, com todo o seu talento, decidiu mais uma vez. Apesar disso, o ano do Cruzeiro foi muito bom. Foi campeão da Copa do Brasil e já está garantido na fase de grupos da próxima Libertadores. A derrota no clássico não era esperada, mas as pretensões do time do Mano Menezes decaíram após a "folga" proporcionada pela conquista.
Pelo contexto, a vitória atleticana foi inquestionável. Com os três pontos, o Atlético entrou na briga pela vaga na Libertadores e se afastou da temida zona de rebaixamento. Já o Cruzeiro caiu para quinto lugar e apenas cumpre tabela até o fim do Campeonato Brasileiro. As chances de título são ínfimas e o planejamento da nova diretoria para 2018 já começou. Em dia de show de Robinho, o Atlético venceu o Cruzeiro de virada.
Coluna do Léo
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