Política

Prefeito de Iguatama, Lucas Vieira Lopes, assume AMM em cerimônia simbólica e reforça independência política da associação

O prefeito de Iguatama, Lucas Vieira Lopes (PSB), participou nesta terça-feira (5/5) da cerimônia de transmissão de cargo da presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM), durante o congresso da entidade realizado no Expominas. Embora já estivesse formalmente à frente da associação, ele assinou no palco o termo simbólico que marca a passagem de comando, sucedendo Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que transmitiu a função diante do público.

Falcão deixou o comando da AMM e também o cargo de prefeito de Patos de Minas em razão das exigências da legislação eleitoral, já que pensa em disputar as eleições deste ano. Ele estuda candidatura a deputado federal e chegou a ser convidado para compor como vice em eventual chapa do senador Cleitinho, que ainda não definiu se será candidato. Durante a cerimônia, Falcão foi aplaudido pelo público nas duas vezes em que seu nome foi anunciado.

No início do discurso, Lucas Vieira Lopes agradeceu pela “liderança do ex-presidente Luiz Eduardo Falcão” e classificou a gestão de um ano do antecessor como “firme”, “corajosa” e que “colocou o municipalismo no centro do debate”. Em outro momento, reforçou que a entidade pretende manter independência política: a AMM “não tem lado político”. “Já cansei de falar isso. A nossa ideologia é o municipalismo e é por ela que nós vamos brigar”.

O novo presidente também destacou o cenário eleitoral e defendeu maior protagonismo dos municípios nas decisões nacionais. “Apesar do momento de polarização em que passamos, aqui a nossa escolha é clara. Quem precisa ganhar são os municípios. Vamos aproveitar que estamos em ano eleitoral para fazer, para exigir compromissos reais dos nossos pré-candidatos. Compromisso por quem vive na cidade. Compromisso por quem sustenta o país. Não aceitaremos mais o papel de meros coadjuvantes. Os municípios querem protagonismo nas decisões que definem o rumo e o futuro de Minas e do Brasil. Queremos justiça na distribuição de recursos. Vamos cobrar com responsabilidade as decisões que impactam diretamente a vida das pessoas. Temos que trazer para os municípios o dinheiro que fica em Brasília, o dinheiro que fica em Belo Horizonte. Temos que exigir dos nossos parlamentares que o dinheiro seja distribuído igualmente em todas as cidades”.

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