O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não garantiu o aumento do salário mínimo para R$ 1.320 neste ano, como prometido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O possível declínio da proposta, segundo ele, se dá pelo aumento no número de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), impactados pelo mínimo, o que afetou a reserva fiscal para o aumento.
O orçamento deste ano prevê R$ 6,8 bilhões para financiar o aumento do salário mínimo. Na transição de governo, a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou o valor de R$ 7,7 bilhões como necessário para a alta real do mínimo, já considerando a ampliação de beneficiários. Ainda assim, não houve garantia da equipe econômica sobre o reajuste.
"Esses recursos do Orçamento foram consumidos pelo andar da fila do INSS. A fila do INSS começou a andar. Porque a partir do inÍcio do processo eleitoral, por razões que não tem nada a ver com dignidade, a fila começou a andar, porque o governo anterior estava desesperado atrás de voto", afirmou Haddad nesta quinta-feira (12).
O ministro informou que o governo pediu para a equipe responsável pela Previdência Social refazer os cálculos para colocar a questão na mesa de negociação com centrais sindicais e poder "avaliar adequadamente e responsavelmente como agir à luz desse caso".
Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.302, em valor definido pelo governo Bolsonaro. O aumento foi de 1,4% em relação a 2022, quando o mínimo estava em R$ 1.212. Haddad garantiu que a promessa de reajuste feita por Lula não foi quebrada. "Não tem pacto rompido, o presidente cumpre sua palavra neste mês e cumprirá em todos os anos. É um compromisso de vida dele. Não posso submeter uma decisão sem os cálculos estarem refeitos", declarou.
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