No inverno várias doenças virais ganham força e não é diferente com os vírus que afetam os animais. Iguatama apresenta casos de cinomose canina. A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa e multissistêmica; Isso significa que, durante a evolução, ela pode ocasionar diversos sintomas e atingir todo o organismo. Ela é causada pelo vírus CDV, ou Canine Distemper Virus, também conhecido em português como o “vírus da esgana canina”.
Altamente contagiosa, a cinomose canina afeta principalmente filhotes ou outros cães com o sistema imunológico debilitado e pode ser transmitida para qualquer cão não vacinado com o reforço anual da vacina múltipla (V8, V10, V11 ou V12).
Essa vacina é extremamente importante para a saúde dos cães. Para cães adultos ela deve ser administrada uma vez ao ano, de preferência antes do inverno.
Uma vez no organismo dos cachorros, o vírus pode atacar os sistemas nervoso, respiratório e gastrointestinal.
Embora o vírus não afete todos os cães da mesma maneira, a cinomose é uma doença muito grave. Além disso, pode até mesmo levar o pet a óbito.
A cinomose não é transmitida para seres humanos. Ademais, afeta somente os cachorros entre os animais domésticos, não sendo transmitida para gatos, aves, roedores, etc.
Já na natureza, a doença também afeta outros animais, como raposas e guaxinins. Portanto, se o amigo de quatro patas tem contato com esses bichos, vale redobrar a atenção.
Como ocorre a transmissão da cinomose?
A cinomose é causada por um vírus cuja transmissão ocorre principalmente pelo ar. Outras formas recorrentes de contágio são por meio do contato com as secreções nasais de animais doentes, assim como pelo uso de objetos contaminados, como comedouros e bebedouros.
E diferentemente de outras doenças caninas, o vírus pode sobreviver por até três meses no ambiente, mas não resiste a uma boa limpeza: ele é destruído por qualquer tipo de desinfetante.
A cinomose possui quatro fases:
“Após a infecção, o cão pode apresentar corrimento nasal e ocular, perda de apetite, tosse e outros sintomas adversos”, enumera o Dr. Samuel Teófilo (veterinário).
Fase respiratória
A primeira fase que apresenta os sintomas da cinomose em cachorro está restrita à respiração. Quando não tratada corretamente, pode ser elevada a uma próxima fase ou até levar a falência do pet. Fique atento aos primeiros sinais, como:
- Tosse seca ou com secreção;
- Pneumonia;
- Secreção nasal;
- Dificuldade respiratória;
- Secreções oculares,
- Febre aguda.
Fase gastrointestinal
Depois de afetar a respiração, o amigo de quatro patas passa a sentir desconfortos gastrointestinais. É imprescindível, que já a partir da primeira fase, o pet vá ao veterinário para tratar a doença. Portanto, preste atenção em sinais como:
- Vômitos;
- Diarreia (com possíveis estrias de sangue);
- Anorexia (falta de apetite),
- Dor abdominal.
Fase neurológica
Na terceira fase da doença, o pet passa a ter o neurológico afetado. E até antes ou durante essa fase, o cãozinho pode chegar a falecer. Por isso, se o amigo peludo apresentar os seguintes sintomas, leve-o a um veterinário imediatamente:
- Vocalização involuntária (como se estivesse sentindo dor);
- Alteração comportamental;
- Convulsões;
- Contrações musculares involuntárias;
- Andar em círculos;
- Movimentos de pedalagem,
- Paralisia.
Fase cutânea
Na última fase, o pet apresenta problemas na pele. Nesse caso, é importante observar atentamente qualquer mudança na aparência do amigo. Os principais sintomas são:
- Pústulas abdominais;
- Hiperqueratose (espessamento) nos coxins e focinho;
- Conjuntivite;
- Lesões na retina.
Como é feito o diagnóstico da cinomose canina?
O diagnóstico da cinomose em cachorro é feito pelo médico-veterinário por meio de uma combinação de exames clínicos, anamnese. Os mais solicitados são o hemograma, o teste ELISA (que permite a identificação de anticorpos específicos) e o PCR (que busca o material genético do vírus). “O último é o exame mais eficaz para a detecção do vírus, feito a partir de amostras de secreções”, diz o médico-veterinário.
A cinomose canina tem cura?
Ainda não há muitas alternativas para curar o pet da cinomose. “A cinomose tem baixa porcentagem de cura”, afirma o médico-veterinário.
“Não há remédios que combatam diretamente o vírus. E, mesmo quando o organismo do animal consegue vencê-lo, muitas vezes as sequelas neurológicas são graves e podem levar à eutanásia do animal”, completa o Dr. Samuel.
Como é o tratamento da doença?
Não existe um tratamento específico ou remédio para cinomose. Dessa forma, o tratamento é principalmente focado nos sintomas e em prevenir e combater infecções secundárias.
Entre os medicamentos que podem ser receitados pelo veterinário, dependendo da manifestação da doença, estão antibióticos, suplementos nutricionais, expectorantes, broncodilatadores, antitérmicos, anticonvulsivantes, etc.
De acordo com o Dr. Samuel, a acupuntura também tem sido indicada no tratamento das sequelas neuromusculares deixadas pela cinomose nos animais que sobrevivem à doença.
Em alguns casos, porém, é possível fortalecer o organismo do pet a ponto de ele conseguir combater a infecção, sobrevivendo à doença.
O que fazer para prevenir a cinomose?
A vacina é a única forma de proteção contra a cinomose. Então não deixe de vainar o seu melhor amigo!
Doe também uma vacina para um cãozinho de rua é muito importante que a sociedade seja unida e cuide da cidade e de seus habitantes, sejam humanos ou animais. Um cidadão que faz a sua parte dá o exemplo para que todos pensem no coletivo e cuidem do município.
Uma cidade onde existe a colaboração de toda a sociedade é mais limpa,organizada e livre de doenças. Não abandonar os animais, castrá-los e vaciná-los é muito importante para evitar a contaminação e contágio de viroses. Cuide de sua cidade, faça a sua parte!
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